sonhos

08.01.08

tatuando o antebraço esquerdo INTEIRO com flores. meu escaravelho não existia. arrependi-me ao meio do processo.

09.01.08

eram cinco da manhã. rivalidade(?). mamã fez gelatina com ingredientes estranhos para alguém, eu fiquei com ciúmes e a mandei fazer não sei quê. muitos meios-irmãos. um dia, cheguei em casa (de minha tia) e estavam todos contra mim e um irmão menor – acho -, esperando com uma emboscada. eu tomei a dianteira para lutar e protegê-lo. eles haviam convencido uma meia-irmã que sempre foi sussa a se voltar contra nós também, mas eu sabia algo de importante sobre eles que me dava vantagem porque havia ouvido sem querer noutra ocasião (sonho). guerra, guerra, guerra. peguei as pedras do volpi (meu labrador de campinas que tem a mania de pegar as pedras do vaso e deixá-las pelo chão) para jogar nos meus meios-irmãos, atiraram-me tachas na nuca com uma máquina. senti cada uma delas entrando surdamente e se alojando perto das minhas vértebras. caí na entrada do corredor.

– enquanto tou caída é covardia!

momento de suspensão. eu me levantei rapidamente e peguei muitos talheres pra me defender, planejando jogá-los. uma meia-irmã veio pegar um garfo e uma faca da minha mão pra comer a sobremesa, ao que gritei EI!, e depois – ha é, você tá do nosso lado né, sempre. – YAH mas não conta pra eles.
eles = um menino e uma menina.
até que vieram todos do nada pegar meus garfos e facas pra comer sobremesa, e eu HÃN?, como, sobremesa, agora?, até que só sobrei com talheres de plástico ridículos.

– ok, isto é estúpido, devo estar sonhando.

16.01.08

uma sala gigantesca com piso de calçada, no que me parecia uma situação pós-apocalíptica de alguma espécie – carteiras viradas, objetos e ferramentas improvisados com outros objetos, e, ao meio, uma grande caixa cercada que servia não para proteger o que estava dentro – e sim os que estavam lá fora. todo mundo assustado, vozes chorosas, lamentos. uma pessoa ou outra às vezes me vinha perguntar se podia abrir a caixa, ao que eu lhe respondia energicamente:

– não!, e já expliquei MIL vezes o porquê! daqui a um tempo vocês estarão comendo os cérebros um do outro, é inevitável, e você AINDA quer abrir a merda da caixa? ora, por favor!

a pessoa calava-se, abaixava a cabeça e ia andando. num canto da sala estavam minha mãe e meu irmão, ele nadando numa pilha de lixo a emporcalhar-se todo, e ela gritando que ele ia ficar muito sujo.

– bia, o que faço com seu irmão? ele não sai daí, essas manchas depois…! E AS POMBAS?

olhei para o lado. as maiores pombas que já vi na minha vida, com mais ou menos um metro de envergadura, voavam e enfiavam a cara num outro monte de lixo enquanto batiam as asas com sofreguidão. estavam todas feridas, ensanguentadas, com as penas meladas e duras.
chegamos a comer os cérebros?

dentro de um carro, com a mãe também.

– não, por aí NÃO mãe, olha a porra da briga de skinheads ali à frente!

muitos rostos retorcidos, carecas e mais sangue. um deles se jogou no capô do carro.

encontrei, depois de 9 anos, um menino insuportável com que fazia catequese no patronato são francisco, e com quem nunca tive o costume de conversar – o caio.

– bia, quanto tempo!, a gente precisa fumar um e trocar idéia um dia desses.
– ha yah… (será que tenho tanta cara de maconheira assim?)

as termas! vapor imenso. estava eu lá me segurando na beirada de uma cachoeira artificial altíssima quando resolvi me soltar. qual não foi minha surpresa por não ter caído durante minutos pra depois atingir a água… e sim escorregado pra sempre numa ladeira de conchas gigantes sobrepostas (com o lado côncavo pra cima, de modo que cada concha era um escorregador curvo individual) dentre as muitas pessoas que ali se equilibravam, todas olhando pra mim confusas, a perguntarem-se – quem é essa idiota que nunca veio cá e faz tudo errado? olha o jeito como escorrega! tsc.

olhei para a vitrine e os papeizinhos empilhados com precisão no canto. não vou deixar meu telefone colado ao vidro, por mais que peçam. lá dentro, uma menina muito magra, cabelos loiros ondulados tão sujos que haviam endurecido numa posição não muito natural, pele morena manchada. ela fazia sinal com a mão para eu entrar na loja, eu estava com pressa e ignorei. ela começou a bater na vitrine e apontar para a pilha de papéis, pedindo para eu deixar meu telefone. mal virei-me e dei dois passos que já a vejo fora da loja, furiosa, agora sem o reflexo do vidro na cara: o seu olho direito era inteiro branco.

– EU TE DISSE PARA DEIXAR O NÚMERO DE TELEFONE!

agarrou-me pelo pescoço numa chave de braço e começou a bradir ameaças com o que parecia ser um dildo de vidro muito comprido, um dos lados espiralado como um cabo. as ameaças viraram grasnados (o hálito putrefato), o cabo do dildo quebrou-se ao meio. ela me soltou e desapareceu no ar.


– darling, you don’t want to miss lunch!

abri os olhos, virei minha cabeça e minha tia estava ali parada no meu quarto. já deviam ser mais de 1 da tarde, eu havia acordado às 11, dormido de novo e quase perdido a hora do almoço. pensei meio segundo sobre a mania da minha tia em me acordar falando inglês e voltei a falar no celular com a minha mãe, deitada na cama, debaixo das cobertas.

– mas você não tava dormindo quando ela entrou aí pra te chamar?
– não né, só tava deitada aqui. agora deixa-me ir que preciso almoçar.

nisso, dormi outra vez.

acordei não sei quanto tempo depois, desesperada porque todo mundo já devia estar almoçando, ou terminado de almoçar, e eu não tinha conseguido sequer levantar. resolvi esperar um pouco dentro do quarto até meus tios voltarem para o escritório e eu comer em paz sem ninguém falando que sou preguiçosa. foi quando olhei para o chão e… vi ali meu cachecol que deixo no vão da porta com o chão quando a fecho, para saber se alguém entrou no meu quarto enquanto dormia e prevenir que certos odores vão para o corredor. estava como eu o havia deixado. no meio segundo em que apercebi-me que minha tia nunca havia entrado, nunca me chamado em inglês pro almoço, e eu nunca havia falado no celular… vem a empregada, francisca, bater na porta pra me avisar que o almoço estava quase pronto e meus tios iam chegar dali a pouco.
fui desperta pela minha tia e quando ela saiu do quarto eu voltei a falar com a minha mãe? claro que não podia ser realidade. também achava que realmente havia encontrado o caio. tenho mesmo de me habituar novamente a fazer reality checks, eles estavam quase funcionando.

3 Respostas to “sonhos”

  1. The Kill Says:

    cara, que sinistro isso!!!!
    vc sonhou com algo que aconteceu depois (sua tia ir te chamar pra almoçar e vc falar com sua mãe no telefone)…
    cara, muito bizarro. muito mesmo.

    *medo*

  2. trixie Says:

    NÃO! como assim? nunca chegou a acontecer, só sonhei e tinha certeza absoluta de que era realidade mesmo depois de acordar.

  3. The Kill Says:

    ufa! dashdjklaa
    achei que tinha uma amiga com premonições😦 estragasse meu sonho dhskdjadhsajkdhsaj :B

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