agh

ando frustrada.
tudo o que queria era ir-me embora daqui para um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, onde eu poderia dar passeios anônimos e pintar em paz. toda esta gente me atrapalha a vida. não tenho muita paciência para interações a longo prazo. não tenho estabilidade para aguentar as mesmas caras dia após dia.
eu farto-me, e tão facilmente! a faculdade já não é a mesma: as férias esmagaram tudo. formaram-se os grupinhos e eu não faço parte de nenhum, com orgulho. nos últimos dois meses apareci por lá no máximo dois dias por semana (isso porque só tenho aulas de terça a sexta), sob pretexto de ajudar uma amiga minha que é sozinha aqui na grande cidade de são paulo. claro que, se eu realmente estivesse engajada, conseguiria acordar às seis da manhã para atravessar a cidade, mesmo em dias tenebrochuvosos.
não.
hoje não deu, fui com ela fazer a tatuagem no braço. hoje não deu de novo, o braço dela ficou imobilizado e tive de auxiliá-la em tudo. ah, ontem? ela acordou vomitando e cuidei dela. esta semana… torci o pé na escadinha do metrô, não consigo andar. quarta e quinta? haaa estava com uma tosse que… hmmm, amanhã não sei, a lela quer que…
eu poderia ter dito não, hoje vou ficar em casa, trabalhar e dormir cedo para ir à faculdade amanhã a ela várias vezes que me ligou, mas a culpa por deixá-la sozinha e a minha própria fuga me impediam. e como demorei para aperceber-me que não consigo viver assim, em conjunto… comecei a enlouquecer. se eu não tiver ao menos metade do dia – de preferência a noite e madrugada toda – inteiras para mim, para os meus pensamentos, estudos e coisas que só a mim dizem respeito, sem presenças humanas incômodas, não consigo fazer nada que preste. não consigo me organizar.
(mas a lela tem agora um namorado. já não me sinto com tudo nos ombros caso algo aconteça…)
aqui em casa somos em quatro, contando comigo, e cinco se contarmos a minha “prima” (BEM entre aspas) que vive uns andares abaixo. à noite, ficam todos felizes em frente à tv, conversando e desligando o cérebro de tudo. eu termino meu jantar, tiro a mesa e fecho-me até o dia seguinte. não consigo relaxar. não consigo conviver com aquelas pessoas que, à exceção da minha tia, não fazem o mínimo esforço para me entender.
mas sempre vai ser algo complicado. quem disse, também, que os amigos entendem quando eu sumo por três meses, porque simplesmente tenho de sumir da minha vida?
espero amadurecer. do contrário, jamais vou conseguir um relacionamento e acabar por perder as amizades todas.

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